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ÍNDICE: Queda em setembro faz ABRAMAT rever projeção para 2016

São Paulo, 10 de outubro de 2016 – O índice de setembro da ABRAMAT – Associação Brasileira da Indústria dos Materiais de Construção – indica que o faturamento deflacionado das indústrias de materiais de construção teve queda de 7,2% na comparação com o mesmo período de 2015. Com relação a agosto deste ano, o índice aponta retração de 3,8%. A sequência de resultados negativos e a conjuntura econômica fazem a associação a reavaliar a projeção para 2016, que passa de uma queda de 8% para 10%, na comparação com 2015.

Os números também são negativos nos acumulados. De janeiro-setembro 2016, em relação ao mesmo período do ano passado, houve retração de 11,8%. Já na base acumulada dos últimos 12 meses, ou seja, entre os períodos de ago/2015 a set/2016 e ago/2014 a set/2015, a queda foi de 13,5%.

 

TOTAL

% de Setembro/16 comparado a Agosto/16

% de Setembro/16 comparado a Setembro/15

Acumulado no ano

Acumulado 12 meses (Móvel)

Faturamento Deflacionado

-3,8%

-7,2%

-11,8%

-13,5%

Emprego

-1,2%

-9,7%

-9,7%

-9,0%

 

O índice indica também uma queda de 9,7% no nível de empregos na indústria de materiais de construção em setembro, comparado com o mesmo mês do ano passado. Em relação a agosto de 2016, a retração foi de 1,2%.

O mercado de materiais de construção continua em queda tanto no varejo, como nas construtoras. No varejo devido ao alto índice de desemprego, queda na renda e dificuldades de se obter crédito. No mercado das construtoras, em função da forte queda no financiamento imobiliário, baixo desempenho das obras de infraestrutura, bem como a redução do programa MCMV”, explica Walter Cover.

O executivo acredita que “para modificar esse cenário no curto e médio prazo, serão necessárias medidas de politica publica que neutralizem estas dificuldades, principalmente geração de empregos e incentivo ao crédito”, afirma.

Setembro também foi marcado por resultados negativos nas indústrias de materiais de base e acabamento. O faturamento deflacionado das vendas de materiais destas indústrias apresentou quedas de 8,2% e 5,8%, respectivamente.