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Indústria de materiais de construção tem desempenho positivo em maio

Crescimento evidencia contraste com período marcado pela greve dos caminhoneiros

A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga a nova edição da pesquisa do Índice, com os dados projetados do faturamento e emprego no setor em maio. O destaque da edição é o crescimento no faturamento da indústria de materiais de construção em relação a maio de 2018, quando o país enfrentou a greve dos caminhoneiros. 

Com alta de 11,5% no faturamento frente ao mesmo mês no ano anterior, mas com queda de 1,0% em relação a abril de 2019, o resultado observado reflete o mau desempenho do setor em maio de 2018, quando o país enfrentou grandes contingenciamentos com a greve dos caminhoneiros. O atual estudo aponta um cenário de crescimento no ano até aqui. Analisado o resultado no acumulado dos meses de 2019, comparado a igual período de 2018, a indústria de materiais de construção apresenta variação positiva de 2,4%, enquanto o resultado acumulado dos últimos 12 meses aponta alta de 1,8%. 

Quanto às vagas de emprego no setor, o resultado observado em 2019 segue estável e positivo. Ainda que em comparação ao mês anterior não haja crescimento na oferta das vagas, o resultado é 0,6% superior ao observado em maio de 2018. A conjuntura indicada pela nova edição do índice é de crescimento de 0,6% nas contratações do setor no acumulado do ano até aqui e alta de 1,6% analisados os últimos 12 meses. 

Para Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT, a atual edição do índice, somada ao resultado do estudo anterior, sinaliza a uma possível demonstração de retomada no ritmo da economia. “Em linha com os dados de crescimento do emprego formal e de arrecadação tributária, o setor observa resultados melhores no segundo trimestre desse ano. Confirmando resultados como estes, diferente do observado no primeiro trimestre, a economia estaria passando por um momento de inflexão. De qualquer forma, continuaremos com nossos esforções, nos mais diferentes fóruns, de contribuição por meio de diagnósticos precisos e propostas concretas junto a todos os nossos interlocutores, para que o setor consiga alcançar um crescimento sustentável, ainda que sujeito à influência de muitas externalidades” observa Navarro. 

Ainda que obras públicas de habitação e infraestrutura não tenham sido retomadas pelo novo governo, a indústria de materiais de construção segue sendo beneficiada pelas vendas ao varejo. As pequenas reformas residenciais e comerciais acabam trazendo fôlego ao setor, o que pode ser reforçado nos próximos meses com o andamento de pautas importantes. Reúnem-se periodicamente associações setoriais e integrantes do governo para o debate de pautas relevantes ao setor, formando as chamadas mesas executivas da construção civil, modelo adotado pelo governo federal para buscar soluções para a economia junto à iniciativa privada.